Aposentadoria Programada




Com base nas novas regras, o valor do benefício da aposentadoria programada será apurada utilizando a média aritmética simples dos salários de contribuição e das remunerações adotadas como base para contribuições a Regime Próprio de Previdência Social- RPPS e ao Regime Geral de Previdência Social - RGPS atualizados monetariamente, correspondentes a 100% do período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se posterior àquela competência.

Na forma de cálculo anteior, o salário de benefício era calculado com base na média dos 80% maiores salários de contribuição, possibilitando o descarte dos 20% menores.

Depois de calcular a média, o §2º combinado com o § 5º do art. 26 da Emenda Constitucional 103/2019 determina que o valor do benefício de aposentadoria corresponda a 60% da referida média, com acréscimo de 2% para cada ano de contribuição que exceder o tempo de 20 anos de contribuição, para os homens e de 15 anos de contribuição, para as mulheres filiadas ao RGPS.

Os segurados que tiverem dúvidas sobre os benefícios da previdência social podem buscar a orientação de um advogado especialista em direito previdenciário.

A tabela a seguir sintetiza a evolução do percentual a ser aplicado na aposentadoria programada:

Tempo de
cotribuição
Homens Mulher
15 anos - 60%
16 anos - 62%
17 anos - 64%
18 anos - 66%
19 anos - 68%
20 anos 60% 70%
21 anos 62% 72%
22 anos 64% 74%
23 anos 66% 76%
24 anos 68% 78%
25 anos 70% 80%
26 anos 72% 82%
27 anos 74% 84%
28 anos 76% 86%
29 anos 78% 88%
30 anos 80% 90%
31 anos 82% 92%
32 anos 84% 94%
33 anos 86% 96%
34 anos 88% 98%
35 anos 90% 100%
36 anos 92% 100%
37 anos 94% 100%
38 anos 96% 100%
39 anos 98% 100%
40 anos 100% 100%

De acordo com o §6º do art. 26 da Emenda Constitucional 103/2019, poderão ser excluídas da médias as contribuições que resultem em redução do valor do benefício, desde que mantido o tempo mínimo de contribuição exigido, vedada a utilização do tempo excluído para qualquer finalidade, inclusive para o acréscimo de 2% por ano adicional ao tempo mínimo ou para averbação em outro regime previdenciário e para a obtenção dos proventos de inatividade.

É sempre aconselhável que na hora de requerer um benefício previdenciário o segurado procure um advogado especialista em direito previdenciário. Com o auxílio deste profissional o segurado terá maiores chances de êxito tendo em vista a burocrácia que hoje existe nos órgãos de previdência do país.



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